O que realmente importa?

Às vezes é preciso partir para nos encontrarmos. Às vezes, partir é a única solução e a maior coragem de todas é ficar. Uma das coisas que mais amo na Índia é a liberdade de ser quem eu sou, sem me preocupar com o que os outros vão pensar, onde minha única preocupação é seguir meu coração.

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Minha última viagem na Índia foi para o Himalaias. O Himalaias foi como um sonho, a paisagem como uma bela pintura. O silêncio das montanhas e a brisa congelante no rosto, materializavam a palavra liberdade. Liberdade para fazer de mim minha melhor versão.

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Foto: Abhi Sharma

De volta ao Brasil, tive o prazer de receber na Índia a visita da minha vó e do meu pai, onde eles puderam entender – um pouco mais – o meu amor por esse país, que hoje considero minha segunda casa. Desde que cheguei nas terras brasileiras o que mais ouço é que sou um modelo de inspiração e até fui convidada para dar algumas palestras sobre minha experiência, o que me surpreende e MUITO, pois não fiz nada além de seguir meu coração.

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No últimos tempos andei sem inspiração para postar ou escrever. Em busca de inspiração eis que meu namorado me diz: “Baby, you are best when you are yourself. Let’s dream and make others dream” (Amor, você é melhor quando você é você mesma. Vamos sonhar e vamos fazer os outros sonharem). Foi a frase necessária para relembrar a minha melhor versão e uma das minhas paixões: explorar o mundo e compartilhar com vocês ❤

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Fazer algo diferente e ir contra a maré não é fácil, desde pequena meus pais queriam que eu fosse médica, cheguei a ouvir de um professor: “Você vai desperdiçar sua inteligência fazendo jornalismo?! Por quê não faz medicina? Garanto que seria uma médica de sucesso e rica!”

A final, o que é sucesso? O que é ser verdadeiramente rico? Me arrisquei e mudei para a Índia. Não era rica. Não era médica. Não sou rica. Não sou médica. Me joguei de coração, de olhos fechados, sem a certeza de que daria certo. Parti na tentativa de me encontrar, pois não me via mais naqueles padrões impostos a mim desde pequena. Conclui que rico é aquele que aproveita a vida, seguindo seu coração.

Parece utopia ou discurso de quem já tem tudo?! Volto a repetir, não sou rica, não sou médica. Garanto que é bem mais fácil e gratificante do que parece, você vai perceber que não precisa daquele carro do ano, daquela bolsa cara ou daquela roupa que você juntou dinheiro por dois meses para comprar.

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Foto: Abhi Sharma

Voltei da Índia e doei metade do meu guarda-roupa, percebi o quanto tinha sorte por ter tanta coisa e mais sorte em poder compartilhar o que tinha com as pessoas que realmente precisavam. Aprendi a viver com pouco e com o suficiente para ser feliz, o primeiro passo tinha sido dado, decidi partir.

Hoje levo comigo memórias de um país que me acolheu de braços abertos, de um país que considero minha segunda casa. Na Índia tive a oportunidade de viajar de norte a sul. A cada viagem uma nova descoberta, um novo sorriso, uma nova história. 
Na Índia vivi momentos que guardo comigo a sete chaves, onde conheci pessoas admiráveis, por falar em pessoas do que seria dessa experiência sem as pessoas?! Decidi sair da sala com ar condicionado e explorar o mundo, conhecer as pessoas. A final o que são dos monumentos sem suas histórias?!

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Foto: Abhi Sharma

Tive a oportunidade de dar palestras sobre empoderamento da mulher, trabalhar com crianças com HIV, conhecer vilarejos em que a televisão não existe, visitar diferentes favelas em que a fé é a força motriz para manter o sorriso no rosto, mesmo vivendo com menos de um dólar por dia.

Tive, também, a oportunidade de fazer um curso de meditação em que superei todos os meus limites físicos e mentais, foram 10 dias sem lembrar o tom da minha voz.
 Na Índia aprendi que tudo é possível, basta querer. Aprendi que o que o que realmente importa vem de dentro.

Partir me mostrou o que realmente importa, não diria que foi coragem, coragem seria decidir ficar sem experimentar o mundo. Hoje faço do mundo minha casa.

Querido mundo, estou chegando para conhecê-lo ❤

Super beijo,

Fer Toyomoto.

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4 comentários sobre “O que realmente importa?

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