Japa Viajante e AIESEC Brasil – Hangout!

Oi gente, tudo bem??

Já pensou em fazer um intercâmbio no exterior?

Dia 05 de novembro às 19h vai rolar um hangout super bacana em parceria com a AIESEC Brasil para compartilhar com vocês um pouco sobre o meu intercâmbio profissional na Índia e meu intercâmbio voluntário na Argentina!

Espero vocês! =)

Super beijo! ❤

Fer Toyomoto.

Trabalho Voluntário – América do Sul

¡Holaaaa!

Depois de dois meses estou de volta para contar para vocês tudo sobre o meu projeto voluntário na Argentina! A internet lá era bastante complicada, o que inviabilizou minhas postagens 😦 mas estou volta! UHULL o/

Gravei um vídeo contando tudo sobre o meu projeto e algumas dicas para quem pretende fazer um intercâmbio social, olha só ❤

Experiências humanitárias nos ajudam a treinar um novo idioma e nos faz ver o mundo de outra forma. Trabalhar no hospital me fez ser mais humana, me mostrou o verdadeiro valor de um sorriso e das palavras: solidariedade, respeito e diversidade. Como voluntária aprendi muito mais do que ensinei, mais do que paisagens bonitas e uma natureza incrível, minha ida para a Argentina me fez quebrar muitos paradigmas e romper diversos estereótipos.

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Gostaria de agradecer a todas as pessoas que cruzaram o meu caminho nesses últimos dois meses e que me ajudaram direta ou indiretamente, para todos vocês o meu muito obrigada. Trabalhar como voluntária me fez sair da minha zona de conforto e me fez enxergar infinitas possibilidades a minha volta.

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“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” (Friedrich Nietzsche).

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Intercâmbio voluntário AIESEC – Argentina

Para quem acompanha o blog sabe que uma das minhas paixões é viajar e explorar o mundo. Faz um mês que voltei da Índia, mas o meu espírito Japa Viajante não se aquieta.

Amanhã embarco para uma mais nova aventura: farei um projeto voluntário em Mendoza, na Argentina durante 7 semanas. Gravei um vídeo contando todo o processo, o que farei lá e o que estou levando na mala ❤

Estou muito empolgada com esse novo desafio, os próximos vídeos / posts serão feitos diretamente de Mendoza 🙂

Espero que gostem!

Super beijo,

Fer Toyomoto.

O que realmente importa?

Às vezes é preciso partir para nos encontrarmos. Às vezes, partir é a única solução e a maior coragem de todas é ficar. Uma das coisas que mais amo na Índia é a liberdade de ser quem eu sou, sem me preocupar com o que os outros vão pensar, onde minha única preocupação é seguir meu coração.

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Minha última viagem na Índia foi para o Himalaias. O Himalaias foi como um sonho, a paisagem como uma bela pintura. O silêncio das montanhas e a brisa congelante no rosto, materializavam a palavra liberdade. Liberdade para fazer de mim minha melhor versão.

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Foto: Abhi Sharma

De volta ao Brasil, tive o prazer de receber na Índia a visita da minha vó e do meu pai, onde eles puderam entender – um pouco mais – o meu amor por esse país, que hoje considero minha segunda casa. Desde que cheguei nas terras brasileiras o que mais ouço é que sou um modelo de inspiração e até fui convidada para dar algumas palestras sobre minha experiência, o que me surpreende e MUITO, pois não fiz nada além de seguir meu coração.

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No últimos tempos andei sem inspiração para postar ou escrever. Em busca de inspiração eis que meu namorado me diz: “Baby, you are best when you are yourself. Let’s dream and make others dream” (Amor, você é melhor quando você é você mesma. Vamos sonhar e vamos fazer os outros sonharem). Foi a frase necessária para relembrar a minha melhor versão e uma das minhas paixões: explorar o mundo e compartilhar com vocês ❤

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Fazer algo diferente e ir contra a maré não é fácil, desde pequena meus pais queriam que eu fosse médica, cheguei a ouvir de um professor: “Você vai desperdiçar sua inteligência fazendo jornalismo?! Por quê não faz medicina? Garanto que seria uma médica de sucesso e rica!”

A final, o que é sucesso? O que é ser verdadeiramente rico? Me arrisquei e mudei para a Índia. Não era rica. Não era médica. Não sou rica. Não sou médica. Me joguei de coração, de olhos fechados, sem a certeza de que daria certo. Parti na tentativa de me encontrar, pois não me via mais naqueles padrões impostos a mim desde pequena. Conclui que rico é aquele que aproveita a vida, seguindo seu coração.

Parece utopia ou discurso de quem já tem tudo?! Volto a repetir, não sou rica, não sou médica. Garanto que é bem mais fácil e gratificante do que parece, você vai perceber que não precisa daquele carro do ano, daquela bolsa cara ou daquela roupa que você juntou dinheiro por dois meses para comprar.

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Foto: Abhi Sharma

Voltei da Índia e doei metade do meu guarda-roupa, percebi o quanto tinha sorte por ter tanta coisa e mais sorte em poder compartilhar o que tinha com as pessoas que realmente precisavam. Aprendi a viver com pouco e com o suficiente para ser feliz, o primeiro passo tinha sido dado, decidi partir.

Hoje levo comigo memórias de um país que me acolheu de braços abertos, de um país que considero minha segunda casa. Na Índia tive a oportunidade de viajar de norte a sul. A cada viagem uma nova descoberta, um novo sorriso, uma nova história. 
Na Índia vivi momentos que guardo comigo a sete chaves, onde conheci pessoas admiráveis, por falar em pessoas do que seria dessa experiência sem as pessoas?! Decidi sair da sala com ar condicionado e explorar o mundo, conhecer as pessoas. A final o que são dos monumentos sem suas histórias?!

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Foto: Abhi Sharma

Tive a oportunidade de dar palestras sobre empoderamento da mulher, trabalhar com crianças com HIV, conhecer vilarejos em que a televisão não existe, visitar diferentes favelas em que a fé é a força motriz para manter o sorriso no rosto, mesmo vivendo com menos de um dólar por dia.

Tive, também, a oportunidade de fazer um curso de meditação em que superei todos os meus limites físicos e mentais, foram 10 dias sem lembrar o tom da minha voz.
 Na Índia aprendi que tudo é possível, basta querer. Aprendi que o que o que realmente importa vem de dentro.

Partir me mostrou o que realmente importa, não diria que foi coragem, coragem seria decidir ficar sem experimentar o mundo. Hoje faço do mundo minha casa.

Querido mundo, estou chegando para conhecê-lo ❤

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Como se preparar para a primeira experiência profissional internacional?

Namastê!

Mudar para Índia não é uma das tarefas mais fáceis da vida e quando estamos falando de mudança profissional é melhor se preparar. O primeiro passo é autocontrole e autoconfiança. Haverá momentos em que você se perguntará: o que estou fazendo aqui? Outros, você sentirá uma alegria imensa e outros tudo o que você mais deseja é fazer as malas e voltar. Acredite é uma verdadeira montanha russa de emoções.

como-se-preparar-para-a-primeira-experiencia-profissional-internacional-india-japa-viajante Foto: Abhi Sharma

Sou jornalista, logo a comunicação é mais do que essencial. Agora imaginem uma redação em que seu editor não fala muito bem inglês e seus colegas de trabalho só conversam em hindi. Sim, dificuldade sempre tem, mas o importante é não se desesperar.

Haverá momentos em que você começará a comparar o método de trabalho, a linha editorial e todas as políticas empresariais com o seu país de origem. Esqueça as comparações, comparar é importante para avaliarmos os pontos positivos e negativos, mas um conselho?! Coloque na balança o que é realmente importante para você.

Considero um intercâmbio profissional quase como um casamento, o primeiro mês você está super empolgado e tem certeza de que você fez a escolha certa. Tudo é maravilhoso até a água que você bebe é incrível, afinal é água indiana né?!Haha, mas depois de uns meses, o que era novidade vira rotina e trabalho é trabalho em todo lugar do mundo. Ai vem a frustração. Todas as expectativas que você criou não foram supridas e você se frustra, uma dica?! Mantenha-se forte e apegue se nos pontos positivos, pois com certeza terão vários. Depois dessa fase de frustração vem o período de aceitação, você começa a entender os processos e toda a metodologia do novo trabalho e começa a gostar do que você está fazendo.

Toda trabalhada na tatuagem de henna Toda “trabalhada” na tatuagem de henna haha

Algumas dicas que considero importantes para o processo de adaptação do novo trabalho:

– Pergunte. Pergunte sobre tudo, para todos. Haverá resistência de alguns, mas você encontrará a resposta.

– Não tenha medo de se expor, ninguém nasceu sabendo.

– Socialize. Comunicação é fundamental, o colega só fala hindi?! Comece aprendendo como se fala: Bom dia, tudo bem? Isso quebra o gelo e quebra aquele clima de você parecer um ET.

– Há uma enorme diferença cultural, o colega não entendeu seu ponto? Repita e esclareça quantas vezes for necessário, conversando é que se entende. É bem provável que você queira mudar a metodologia de trabalho e revolucionar sua empresa, mas lembre-se que mudanças impactantes requerem tempo e paciência. O chefe não acatou sua ideia logo no começo? Mostre para ele uma nova perspectiva e o por quê vale a pena investir na sua ideia.

– Observe. Observe tudo e as coisas começarão a fazer mais sentido.

– Mantenha o foco. Tudo é novidade no começo e a possibilidade de você se dispersar é MUITO grande. Lembre-se sempre sua prioridade e o motivo que te levou a mudar.

– Aprenda ao máximo sobre o seu novo trabalho.

– Saiba seus limites e saiba dizer não.

E a melhor dica?! Don’t take stress! Enjoy!

Super beijo,

Fer Toyomoto.