Japa Viajante e AIESEC Brasil – Hangout!

Oi gente, tudo bem??

Já pensou em fazer um intercâmbio no exterior?

Dia 05 de novembro às 19h vai rolar um hangout super bacana em parceria com a AIESEC Brasil para compartilhar com vocês um pouco sobre o meu intercâmbio profissional na Índia e meu intercâmbio voluntário na Argentina!

Espero vocês! =)

Super beijo! ❤

Fer Toyomoto.

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Cañon del Atuel – San Rafael

Um dos lugares mais lindos que visitei na Argentina foi San Rafael, que fica três horas da capital de Mendoza. O lugar é lindíssimo e famoso pelas geoformas como: El Castillo, El Fantasma e la Catedral, um verdadeiro trabalho milenar da natureza ❤

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Aventureira que sou, não podia deixar de fazer Tirolesa haha. A tirolesa de Valle Grande, em San Rafael, é a segunda maior tirolesa na América do Sul com mais de 750 metros, divididos em seis etapas. Da só uma olhada no vídeo e na vista incrível =)


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Fui com uma agência de viagem local que nos buscou, em casa, às 7h da manhã e o guia foi explicando tudo no caminho. Minha dica para quem vai fazer esse passeio é levar comida de casa, além da comida ser cara por lá, fazer um piquenique com os amigos é super legal. Eu levei lanche natural, frutas e água e foi super tranquilo para passar o dia.

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Mas Fer só posso ir com agência?! Não. Você pode ir de ônibus e também de carro. Fizemos os cálculos para alugar um carro e também calculamos o trajeto de ônibus, mas para nós o custo benefício de ir com a agência era mais barato.

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Onde: Cañon del Atuel – San Rafael (Mendoza) – Argentina

Agência de turismo: Eu fui com a Youth Travel Argentina em Mendoza, mas há várias agências, então é importante comparar o preço antes.

Passeio: $ 560 pesos

Duração: 12h

Tirolesa: $ 190 pesos

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Super beijo,

Fer Toyomoto.

 

 

 

Trabalho Voluntário – América do Sul

¡Holaaaa!

Depois de dois meses estou de volta para contar para vocês tudo sobre o meu projeto voluntário na Argentina! A internet lá era bastante complicada, o que inviabilizou minhas postagens 😦 mas estou volta! UHULL o/

Gravei um vídeo contando tudo sobre o meu projeto e algumas dicas para quem pretende fazer um intercâmbio social, olha só ❤

Experiências humanitárias nos ajudam a treinar um novo idioma e nos faz ver o mundo de outra forma. Trabalhar no hospital me fez ser mais humana, me mostrou o verdadeiro valor de um sorriso e das palavras: solidariedade, respeito e diversidade. Como voluntária aprendi muito mais do que ensinei, mais do que paisagens bonitas e uma natureza incrível, minha ida para a Argentina me fez quebrar muitos paradigmas e romper diversos estereótipos.

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Gostaria de agradecer a todas as pessoas que cruzaram o meu caminho nesses últimos dois meses e que me ajudaram direta ou indiretamente, para todos vocês o meu muito obrigada. Trabalhar como voluntária me fez sair da minha zona de conforto e me fez enxergar infinitas possibilidades a minha volta.

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“E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música” (Friedrich Nietzsche).

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Intercâmbio voluntário AIESEC – Argentina

Para quem acompanha o blog sabe que uma das minhas paixões é viajar e explorar o mundo. Faz um mês que voltei da Índia, mas o meu espírito Japa Viajante não se aquieta.

Amanhã embarco para uma mais nova aventura: farei um projeto voluntário em Mendoza, na Argentina durante 7 semanas. Gravei um vídeo contando todo o processo, o que farei lá e o que estou levando na mala ❤

Estou muito empolgada com esse novo desafio, os próximos vídeos / posts serão feitos diretamente de Mendoza 🙂

Espero que gostem!

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Subida de moto: Himalaias Índia

Alugar uma moto e ir ao Himalaias foi a materialização perfeita da palavra AVENTURA. A paisagem é inacreditável, parece uma pintura feita a mão. Da só uma olhada no vídeo ❤

A Índia é um lugar mágico e o Himalaias é um desses lugares. Fomos até Manali, no norte da Índia, e lá alugamos uma moto por 1300 rúpias (R$ 65,00 reais) a diária. No centro da cidade é possível encontrar diversas lojas que alugam motos, não entendo muito sobre cilindradas, mas se você for alugar uma moto fale que precisa de uma moto com potência suficiente para subir a montanha.

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Até metade do caminho o frio era suportável, porém conforme fomos subindo a sensação térmica era cada vez mais congelante, por isso paramos em uma barraca no meio do caminho e alugamos roupas especiais para a neve por 600 rúpias (R$ 30,00).

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Para quem pretende ir de Manali até o Himalaias de moto minha dica é ir durante o dia, de preferência no período da manhã, nós fomos no fim da tarde e tinha muita neblina, o que tornou a subida / descida um pouco perigosa.

Outra dica que considero fundamental: mantenha a velocidade baixa, pois o gelo estava derretendo (fomos no verão) e por isso a pista estava bastante escorregadia. Ah! e não esqueçam de levar a carteira de motorista 🙂

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Com certeza, uma das viagens mais incríveis que já fiz na minha vida ❤

Super beijo,

Fer Toyomoto.

O que realmente importa?

Às vezes é preciso partir para nos encontrarmos. Às vezes, partir é a única solução e a maior coragem de todas é ficar. Uma das coisas que mais amo na Índia é a liberdade de ser quem eu sou, sem me preocupar com o que os outros vão pensar, onde minha única preocupação é seguir meu coração.

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Minha última viagem na Índia foi para o Himalaias. O Himalaias foi como um sonho, a paisagem como uma bela pintura. O silêncio das montanhas e a brisa congelante no rosto, materializavam a palavra liberdade. Liberdade para fazer de mim minha melhor versão.

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Foto: Abhi Sharma

De volta ao Brasil, tive o prazer de receber na Índia a visita da minha vó e do meu pai, onde eles puderam entender – um pouco mais – o meu amor por esse país, que hoje considero minha segunda casa. Desde que cheguei nas terras brasileiras o que mais ouço é que sou um modelo de inspiração e até fui convidada para dar algumas palestras sobre minha experiência, o que me surpreende e MUITO, pois não fiz nada além de seguir meu coração.

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No últimos tempos andei sem inspiração para postar ou escrever. Em busca de inspiração eis que meu namorado me diz: “Baby, you are best when you are yourself. Let’s dream and make others dream” (Amor, você é melhor quando você é você mesma. Vamos sonhar e vamos fazer os outros sonharem). Foi a frase necessária para relembrar a minha melhor versão e uma das minhas paixões: explorar o mundo e compartilhar com vocês ❤

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Fazer algo diferente e ir contra a maré não é fácil, desde pequena meus pais queriam que eu fosse médica, cheguei a ouvir de um professor: “Você vai desperdiçar sua inteligência fazendo jornalismo?! Por quê não faz medicina? Garanto que seria uma médica de sucesso e rica!”

A final, o que é sucesso? O que é ser verdadeiramente rico? Me arrisquei e mudei para a Índia. Não era rica. Não era médica. Não sou rica. Não sou médica. Me joguei de coração, de olhos fechados, sem a certeza de que daria certo. Parti na tentativa de me encontrar, pois não me via mais naqueles padrões impostos a mim desde pequena. Conclui que rico é aquele que aproveita a vida, seguindo seu coração.

Parece utopia ou discurso de quem já tem tudo?! Volto a repetir, não sou rica, não sou médica. Garanto que é bem mais fácil e gratificante do que parece, você vai perceber que não precisa daquele carro do ano, daquela bolsa cara ou daquela roupa que você juntou dinheiro por dois meses para comprar.

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Foto: Abhi Sharma

Voltei da Índia e doei metade do meu guarda-roupa, percebi o quanto tinha sorte por ter tanta coisa e mais sorte em poder compartilhar o que tinha com as pessoas que realmente precisavam. Aprendi a viver com pouco e com o suficiente para ser feliz, o primeiro passo tinha sido dado, decidi partir.

Hoje levo comigo memórias de um país que me acolheu de braços abertos, de um país que considero minha segunda casa. Na Índia tive a oportunidade de viajar de norte a sul. A cada viagem uma nova descoberta, um novo sorriso, uma nova história. 
Na Índia vivi momentos que guardo comigo a sete chaves, onde conheci pessoas admiráveis, por falar em pessoas do que seria dessa experiência sem as pessoas?! Decidi sair da sala com ar condicionado e explorar o mundo, conhecer as pessoas. A final o que são dos monumentos sem suas histórias?!

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Foto: Abhi Sharma

Tive a oportunidade de dar palestras sobre empoderamento da mulher, trabalhar com crianças com HIV, conhecer vilarejos em que a televisão não existe, visitar diferentes favelas em que a fé é a força motriz para manter o sorriso no rosto, mesmo vivendo com menos de um dólar por dia.

Tive, também, a oportunidade de fazer um curso de meditação em que superei todos os meus limites físicos e mentais, foram 10 dias sem lembrar o tom da minha voz.
 Na Índia aprendi que tudo é possível, basta querer. Aprendi que o que o que realmente importa vem de dentro.

Partir me mostrou o que realmente importa, não diria que foi coragem, coragem seria decidir ficar sem experimentar o mundo. Hoje faço do mundo minha casa.

Querido mundo, estou chegando para conhecê-lo ❤

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Vipassana meditation – India

Já pensou ficar 10 dias sem falar absolutamente nada? Acredite, é possível! Quem me acompanha no Facebook / Instagram sabe que nos últimos 10 dias tive uma das experiências mais marcantes desde que cheguei na Índia, fiz um curso de meditação chamado Vipassana.

No dia anterior do curso não conseguia dormir de tão ansiosa, seriam 10 dias de total isolamento, sem contato externo com o mundo, nenhum tipo de tecnologia ou comunicação, nem ao menos gestos. Livros ou bloco de notas?! Nem pensar!

E minha cara de assustada? haha

E minha cara de assustada? haha

Lá estava eu com minha malinha, apenas roupas e objetos de higiene pessoal, nada de cabos para carregar os gadgets, muito menos maquiagem. Seria um período que me dedicaria apenas ao meu autoconhecimento.

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O portal branco indicava um novo desafio, um lugar que transparecia muita paz, equilíbrio e compaixão. Ao chegar no local para iniciar o curso, assinei diversos papéis me comprometendo a em nenhuma hipótese desistir do curso, as regras eram claras:

  • não pode falar
  • não pode usar entorpecentes
  • abstinência de todas as atividades sexuais
  • não roubar
  • não matar, isso inclui formigas
  • não mentir

Para os estudantes antigos:

  • não pode comer depois do meio dia
  • não pode usar nenhuma bijuteria ou piercing
  • não pode dormir em cama alta

Havia também um questionário, as perguntam eram: os motivos da minha vinda, qual a relação com os meus familiares e se já tive alguma doença ou depressão. Após ler tudo calmamente, conclui com minha assinatura. Desafio lançado!

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Meu quarto G-19 seria o lugar que passaria os próximos 10 dias, um quarto simples, sem luxo algum, a cama de madeira com apenas uma fina colcha. Não havia chuveiro, apenas uma torneira e um balde. Cada estudante possui seu próprio quarto e banheiro, o que evita a comunicação com outras pessoas.

No discurso inicial de boas-vindas, o mantra dizia claramente: May all beings be happy! Me inscrevi no curso com o objetivo de descobrimento, aprendizado, busca por inspiração e novos insights.

A técnica não possui relação com nenhuma religião ou raça e todo o curso é ministrado em inglês e hindi, também há a opção de japonês e francês. O método consiste, basicamente, em observação corporal.

Nos três primeiros dias a instrução era se dedicar apenas a observação da respiração, para que sua mente ficasse mais aguçada as sensações. A partir do quarto dia passaria a observar cada parte do corpo e observar todas as sensações corporais.

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Como funciona o curso: 

Dia 01 – Aprendemos a proposta da meditação e razão pela qual a respiração é o ponto de partida (natureza da mente).

Dia 02 – Aprendemos a definição universal de pecado e piedade.

Dia 03 – Aprendemos que para atingir a sabedoria deve-se transcender a aparente realidade e para isso transcender a: impermanência da mente, natureza ilusória do ego e sofrimento.

Dia 04 – Aprendemos a técnica Vipassana (the law of kamma) e a importância da ação mental, composta por: consciência, percepção, sensação e reação. O caminho para sair do sofrimento é permanecer consciente e equânime.

Dia 05 – Aprendemos a causa do sofrimento e sua erradicação – o sofrimento está condicionado a desaparecer.

Dia 06 – Aprendemos a importância de desenvolver as sensações corporais de forma consciente e equânime. Para atingir essa consciência, deve-se eliminar cinco obstáculos: : desejo, aversão, lentidão mental e física, agitação e dúvida.

Dia 07 – Aprendemos a importância da sensação corporal consciente baseada em: fé, esforço, consciência, concentração e sabedoria.

Dia 08 – Aprendemos a lei da multiplicação e da erradicação, em que apenas a equanimidade garante um futuro feliz, ou seja, equilíbrio mental.

Dia 09 – Aprendemos a aplicação da técnica no dia a dia.

Dia 10 – Revisão da técnica e como continuar a prática no dia a dia.

*As explicações de cada dia traduzi do livro “The discourse” por S. N. Goenka.

Por meio da meditação é possível atingir as camadas mais profundas da mente e com isso descobrimos as causas de vários problemas e pensamentos negativos, é um processo de purificação, onde você elimina as três principais causas da infelicidade: desejo, aversão e ignorância (craving, aversion and ignorance), basicamente todos os fatores externos é reflexo do nosso pensamento.

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A programação diária era:

  • 4h da manhã: acordar
  • 4h30 – 6h30: meditação no hall principal
  • 6h30 – 7h: café da manhã
  • 7h – 8h: descanso
  • 8h – 11h: meditação no hall principal
  • 11h – 11h30: almoço
  • 11h30h – 13h: descanso
  • 13h – 17h: meditação no hall principal
  • 17h – 17h30: café da tarde
  • 17h30 – 18h: descanso
  • 18h – 21h – meditação
  • 21h – hora de dormir, todas as luzes se apagam e todos devem ir para os seus respectivos quartos.

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Acordava ao som dos sinos e dos pavões, ah! os pavões são simplesmente maravilhosos e claro que não poderiam faltar os macacos, esses muito arteiros, adoram pular e fazer barulho logo de manhã.

O sino tocou, eram 4h da manhã hora de meditar e se preparar para o início do curso. 4h30 da manhã estava no hall principal para meditar, seriam 10h de meditação por dia, sentada na mesma posição.

O primeiro dia sem me comunicar, foi marcado por muita dor física, mas também pelo início de um DETOX mental. O fato de não poder me comunicar, aguçou meus sentidos e passei a observar cautelosamente todas as coisas, natureza e pessoas. Observava absolutamente tudo haha.

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As 9h da noite hora de dormir, uma gigante lagartixa seria minha companheira de quarto nos próximos 10 dias. Todos os dias ela estava no meu banheiro e se escondia atrás do interruptor. As vezes ela tinha medo de mim e ficava só me olhando, outras vezes eu tinha medo dela e corria para tentar assustá-la. Era engraçado, diria que meu entretenimento diário.

Os pensamentos fluíam de uma forma inacreditável, minha criatividade foi a mil haha criava histórias em minha mente e diálogos mentais, era uma explosão de pensamentos e sensações. Tudo passava pela minha cabeça, desde pensamentos positivos como também negativos, como por exemplo: e se acontecer algo com minha família, como vou saber?! Quando esse tipo de pensamento aparecia, ficava agoniada e conseguia sentir meu corpo diferente, mas era só eu me concentrar na meditação novamente que esse tipo de pensamento passava. Isso é o que eles chamam de purificação da mente, da mesma forma que os pensamentos negativos aparecem, eles também desaparecem. Era engraçado porque eu criava um milhão de hipóteses da minha mente: o famoso SE, se isso acontecer, se aquilo acontecer.

Certo dia estava esperando para começar a meditação e tive uma crise de riso, sem motivo aparente, apenas olhei para a parede e a achei engraçada, tentei conter o riso, confesso que foi difícil, louca né?! haha.

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O segundo dia, o mais difícil para mim, foi marcado por uma dor imensurável, a dor era quase que insustentável, minha vontade era de chorar, mas o professor dizia claramente: “a dor é passageira, seja forte, mantenha-se forte com forte determinação”.

Ao meu deitar na cama achei que no dia seguinte não seria capaz de me levantar. Neste dia sonhei com minha mãe e no sonho ela dizia: “você é capaz filha, você consegue”. O sonho parecia tão real, me fortaleceu de uma forma inexplicável. No terceiro dia acordei com um único pensamento: vou conseguir.

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Pagoda ❤

O quarto dia foi o mais emocionante. Fomos para Pagoda um lugar com quartos individuais para meditação, lá tive uma visão muito forte durante a meditação, todas as frases de amor que minha família costuma e costumava me dizer vieram à tona. Foi mágico, chorei por aproximadamente 20 minutos continuamente. Era um sentimento tão puro, tão verdadeiro, algo que nunca senti na vida, arriscaria dizer que senti a felicidade em sua plenitude, foi mágico.

No sexto dia enquanto meditava, tive uma vontade louca de me expressar. Comecei então a escrever no ar, me achei muito LOUCA haha, mas era algo tão forte, que eu precisava me expressar de alguma forma, nem que fosse no ar haha. Escrever no ar me tranquilizou e consegui focar novamente na meditação #aloka.

Ficar 10 dias sem falar a princípio parece difícil, mas na verdade foi bem incrível, pois não me sentia obrigada a fazer social com ninguém, era somente eu e meus pensamentos. Em relação a comunicação, o que eu mais senti dificuldade foi deixar de falar aquelas palavrinhas que aprendemos quando criança: bom dia, boa noite e obrigada. Todos os dias no refeitório, as dedicadas moças nos serviam voluntariamente e eu queria agradece-las por colocar a comida no meu prato, mas não podia.

Refeitório :)

Refeitório 🙂

Por falar em refeitório, a comida 100% vegetariana era leve e basicamente a mesma todos os dias. No café da manhã chá e uma espécie de arroz e uma fruta que variava entre banana e mamão. O almoço chapati (pão indiano), repolho com batata, arroz, tomate e pepino. O lanche da tarde água com limão e arroz com namkeen, meu preferido do dia hehe. Os alunos antigos deveriam apenas ter 2 refeições por dia, já os novos teriam o privilégio da refeição das 5h da tarde.

Nosso último café da manhã, já podíamos falar  haha eu e Lucy da Inglaterra ainda no clima de meditação ;P

Nosso último café da manhã, já podíamos falar haha eu e Lucy, da Inglaterra, ainda no clima da meditação ;P

O grupo composto por mais ou menos 100 pessoas era divido entre homens e mulheres, o contato com o sexo oposto era proibido. No grupo das mulheres, apenas 5 estrangeiras e 35 indianas de todas as idades, inclusive senhoras muito idosas.

No grupo dos homens havia mais ou menos 60 homens dentre monges, senhores e jovens. Um dos monges estava sem falar há um ano, acredita?! Nesse período ele se dedicou apenas a meditação, incrível né?!

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Foi uma experiência maravilhosa, realmente muito incrível. No entanto, voltar para a realidade foi um pouco complicado. No primeiro dia após o fim do curso não conseguia comer nada e nem falar por mais que uma hora seguida, pois me sentia muito cansada e as palavras me faltavam. O meu horário biológico também ficou completamente maluco, entretanto após três dias normalizou. Depois do curso, o professor indica meditar 2h por dia, 1h de manhã e 1h a noite, confesso que está sendo bem difícil seguir a rotina de meditação fora do curso, mas estou tentando hehe.

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Dicas para quem pretende fazer o curso:

O que levar:

  • Passaporte
  • Garrafa de água
  • Roupa de cama / travesseiro
  • Toalha
  • Produtos para higiene pessoal (itens básicos: escova de dente, pasta de dente, desodorante, shampoo, condicionador, sabote e papel higiênico)
  • Repelente
  • O centro oferece lavanderia, caso queira lavar a roupa não se esqueça de levar sabão em pó
  • Roupas confortáveis e que não deixe o corpo a mostra, shorts e roupas que marcam o corpo são proibidos
  • Chinelo (você usará apenas chinelo, pois ficará descalço a maior parte do tempo)
  • Remédios: caso sinta alguma dor, antes de tomar o remédio é necessário pedir autorização dos professores. Analgésico para aliviar a dor corporal, só com autorização
  • Alarme / relógio: o horário é super pontual, por isso tenha sempre um relógio por perto
  • Cadeado para trancar o quarto

Quanto custa? O curso é gratuito, o centro é financiado por doações de ex alunos que experimentaram e viram o resultado da técnica. Somente alunos podem doar.

Onde:

Dhamma Thali, Vipassana Meditation Centre, Jaipur

Telefone: 091-141-2680220

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Foi mágico, intenso e com certeza vou levar essa experiência para a vida toda.

“Make an island of yourself,

make yourself your refuge, there is no other refuge.

Make truth your island,

Make truth your refuge; there is no other refuge.

May all beings be happy!”.

Super beijo,

Fer Toyomoto.