Vipassana meditation – India

Já pensou ficar 10 dias sem falar absolutamente nada? Acredite, é possível! Quem me acompanha no Facebook / Instagram sabe que nos últimos 10 dias tive uma das experiências mais marcantes desde que cheguei na Índia, fiz um curso de meditação chamado Vipassana.

No dia anterior do curso não conseguia dormir de tão ansiosa, seriam 10 dias de total isolamento, sem contato externo com o mundo, nenhum tipo de tecnologia ou comunicação, nem ao menos gestos. Livros ou bloco de notas?! Nem pensar!

E minha cara de assustada? haha

E minha cara de assustada? haha

Lá estava eu com minha malinha, apenas roupas e objetos de higiene pessoal, nada de cabos para carregar os gadgets, muito menos maquiagem. Seria um período que me dedicaria apenas ao meu autoconhecimento.

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O portal branco indicava um novo desafio, um lugar que transparecia muita paz, equilíbrio e compaixão. Ao chegar no local para iniciar o curso, assinei diversos papéis me comprometendo a em nenhuma hipótese desistir do curso, as regras eram claras:

  • não pode falar
  • não pode usar entorpecentes
  • abstinência de todas as atividades sexuais
  • não roubar
  • não matar, isso inclui formigas
  • não mentir

Para os estudantes antigos:

  • não pode comer depois do meio dia
  • não pode usar nenhuma bijuteria ou piercing
  • não pode dormir em cama alta

Havia também um questionário, as perguntam eram: os motivos da minha vinda, qual a relação com os meus familiares e se já tive alguma doença ou depressão. Após ler tudo calmamente, conclui com minha assinatura. Desafio lançado!

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Meu quarto G-19 seria o lugar que passaria os próximos 10 dias, um quarto simples, sem luxo algum, a cama de madeira com apenas uma fina colcha. Não havia chuveiro, apenas uma torneira e um balde. Cada estudante possui seu próprio quarto e banheiro, o que evita a comunicação com outras pessoas.

No discurso inicial de boas-vindas, o mantra dizia claramente: May all beings be happy! Me inscrevi no curso com o objetivo de descobrimento, aprendizado, busca por inspiração e novos insights.

A técnica não possui relação com nenhuma religião ou raça e todo o curso é ministrado em inglês e hindi, também há a opção de japonês e francês. O método consiste, basicamente, em observação corporal.

Nos três primeiros dias a instrução era se dedicar apenas a observação da respiração, para que sua mente ficasse mais aguçada as sensações. A partir do quarto dia passaria a observar cada parte do corpo e observar todas as sensações corporais.

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Como funciona o curso: 

Dia 01 – Aprendemos a proposta da meditação e razão pela qual a respiração é o ponto de partida (natureza da mente).

Dia 02 – Aprendemos a definição universal de pecado e piedade.

Dia 03 – Aprendemos que para atingir a sabedoria deve-se transcender a aparente realidade e para isso transcender a: impermanência da mente, natureza ilusória do ego e sofrimento.

Dia 04 – Aprendemos a técnica Vipassana (the law of kamma) e a importância da ação mental, composta por: consciência, percepção, sensação e reação. O caminho para sair do sofrimento é permanecer consciente e equânime.

Dia 05 – Aprendemos a causa do sofrimento e sua erradicação – o sofrimento está condicionado a desaparecer.

Dia 06 – Aprendemos a importância de desenvolver as sensações corporais de forma consciente e equânime. Para atingir essa consciência, deve-se eliminar cinco obstáculos: : desejo, aversão, lentidão mental e física, agitação e dúvida.

Dia 07 – Aprendemos a importância da sensação corporal consciente baseada em: fé, esforço, consciência, concentração e sabedoria.

Dia 08 – Aprendemos a lei da multiplicação e da erradicação, em que apenas a equanimidade garante um futuro feliz, ou seja, equilíbrio mental.

Dia 09 – Aprendemos a aplicação da técnica no dia a dia.

Dia 10 – Revisão da técnica e como continuar a prática no dia a dia.

*As explicações de cada dia traduzi do livro “The discourse” por S. N. Goenka.

Por meio da meditação é possível atingir as camadas mais profundas da mente e com isso descobrimos as causas de vários problemas e pensamentos negativos, é um processo de purificação, onde você elimina as três principais causas da infelicidade: desejo, aversão e ignorância (craving, aversion and ignorance), basicamente todos os fatores externos é reflexo do nosso pensamento.

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A programação diária era:

  • 4h da manhã: acordar
  • 4h30 – 6h30: meditação no hall principal
  • 6h30 – 7h: café da manhã
  • 7h – 8h: descanso
  • 8h – 11h: meditação no hall principal
  • 11h – 11h30: almoço
  • 11h30h – 13h: descanso
  • 13h – 17h: meditação no hall principal
  • 17h – 17h30: café da tarde
  • 17h30 – 18h: descanso
  • 18h – 21h – meditação
  • 21h – hora de dormir, todas as luzes se apagam e todos devem ir para os seus respectivos quartos.

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Acordava ao som dos sinos e dos pavões, ah! os pavões são simplesmente maravilhosos e claro que não poderiam faltar os macacos, esses muito arteiros, adoram pular e fazer barulho logo de manhã.

O sino tocou, eram 4h da manhã hora de meditar e se preparar para o início do curso. 4h30 da manhã estava no hall principal para meditar, seriam 10h de meditação por dia, sentada na mesma posição.

O primeiro dia sem me comunicar, foi marcado por muita dor física, mas também pelo início de um DETOX mental. O fato de não poder me comunicar, aguçou meus sentidos e passei a observar cautelosamente todas as coisas, natureza e pessoas. Observava absolutamente tudo haha.

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As 9h da noite hora de dormir, uma gigante lagartixa seria minha companheira de quarto nos próximos 10 dias. Todos os dias ela estava no meu banheiro e se escondia atrás do interruptor. As vezes ela tinha medo de mim e ficava só me olhando, outras vezes eu tinha medo dela e corria para tentar assustá-la. Era engraçado, diria que meu entretenimento diário.

Os pensamentos fluíam de uma forma inacreditável, minha criatividade foi a mil haha criava histórias em minha mente e diálogos mentais, era uma explosão de pensamentos e sensações. Tudo passava pela minha cabeça, desde pensamentos positivos como também negativos, como por exemplo: e se acontecer algo com minha família, como vou saber?! Quando esse tipo de pensamento aparecia, ficava agoniada e conseguia sentir meu corpo diferente, mas era só eu me concentrar na meditação novamente que esse tipo de pensamento passava. Isso é o que eles chamam de purificação da mente, da mesma forma que os pensamentos negativos aparecem, eles também desaparecem. Era engraçado porque eu criava um milhão de hipóteses da minha mente: o famoso SE, se isso acontecer, se aquilo acontecer.

Certo dia estava esperando para começar a meditação e tive uma crise de riso, sem motivo aparente, apenas olhei para a parede e a achei engraçada, tentei conter o riso, confesso que foi difícil, louca né?! haha.

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O segundo dia, o mais difícil para mim, foi marcado por uma dor imensurável, a dor era quase que insustentável, minha vontade era de chorar, mas o professor dizia claramente: “a dor é passageira, seja forte, mantenha-se forte com forte determinação”.

Ao meu deitar na cama achei que no dia seguinte não seria capaz de me levantar. Neste dia sonhei com minha mãe e no sonho ela dizia: “você é capaz filha, você consegue”. O sonho parecia tão real, me fortaleceu de uma forma inexplicável. No terceiro dia acordei com um único pensamento: vou conseguir.

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Pagoda ❤

O quarto dia foi o mais emocionante. Fomos para Pagoda um lugar com quartos individuais para meditação, lá tive uma visão muito forte durante a meditação, todas as frases de amor que minha família costuma e costumava me dizer vieram à tona. Foi mágico, chorei por aproximadamente 20 minutos continuamente. Era um sentimento tão puro, tão verdadeiro, algo que nunca senti na vida, arriscaria dizer que senti a felicidade em sua plenitude, foi mágico.

No sexto dia enquanto meditava, tive uma vontade louca de me expressar. Comecei então a escrever no ar, me achei muito LOUCA haha, mas era algo tão forte, que eu precisava me expressar de alguma forma, nem que fosse no ar haha. Escrever no ar me tranquilizou e consegui focar novamente na meditação #aloka.

Ficar 10 dias sem falar a princípio parece difícil, mas na verdade foi bem incrível, pois não me sentia obrigada a fazer social com ninguém, era somente eu e meus pensamentos. Em relação a comunicação, o que eu mais senti dificuldade foi deixar de falar aquelas palavrinhas que aprendemos quando criança: bom dia, boa noite e obrigada. Todos os dias no refeitório, as dedicadas moças nos serviam voluntariamente e eu queria agradece-las por colocar a comida no meu prato, mas não podia.

Refeitório :)

Refeitório 🙂

Por falar em refeitório, a comida 100% vegetariana era leve e basicamente a mesma todos os dias. No café da manhã chá e uma espécie de arroz e uma fruta que variava entre banana e mamão. O almoço chapati (pão indiano), repolho com batata, arroz, tomate e pepino. O lanche da tarde água com limão e arroz com namkeen, meu preferido do dia hehe. Os alunos antigos deveriam apenas ter 2 refeições por dia, já os novos teriam o privilégio da refeição das 5h da tarde.

Nosso último café da manhã, já podíamos falar  haha eu e Lucy da Inglaterra ainda no clima de meditação ;P

Nosso último café da manhã, já podíamos falar haha eu e Lucy, da Inglaterra, ainda no clima da meditação ;P

O grupo composto por mais ou menos 100 pessoas era divido entre homens e mulheres, o contato com o sexo oposto era proibido. No grupo das mulheres, apenas 5 estrangeiras e 35 indianas de todas as idades, inclusive senhoras muito idosas.

No grupo dos homens havia mais ou menos 60 homens dentre monges, senhores e jovens. Um dos monges estava sem falar há um ano, acredita?! Nesse período ele se dedicou apenas a meditação, incrível né?!

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Foi uma experiência maravilhosa, realmente muito incrível. No entanto, voltar para a realidade foi um pouco complicado. No primeiro dia após o fim do curso não conseguia comer nada e nem falar por mais que uma hora seguida, pois me sentia muito cansada e as palavras me faltavam. O meu horário biológico também ficou completamente maluco, entretanto após três dias normalizou. Depois do curso, o professor indica meditar 2h por dia, 1h de manhã e 1h a noite, confesso que está sendo bem difícil seguir a rotina de meditação fora do curso, mas estou tentando hehe.

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Dicas para quem pretende fazer o curso:

O que levar:

  • Passaporte
  • Garrafa de água
  • Roupa de cama / travesseiro
  • Toalha
  • Produtos para higiene pessoal (itens básicos: escova de dente, pasta de dente, desodorante, shampoo, condicionador, sabote e papel higiênico)
  • Repelente
  • O centro oferece lavanderia, caso queira lavar a roupa não se esqueça de levar sabão em pó
  • Roupas confortáveis e que não deixe o corpo a mostra, shorts e roupas que marcam o corpo são proibidos
  • Chinelo (você usará apenas chinelo, pois ficará descalço a maior parte do tempo)
  • Remédios: caso sinta alguma dor, antes de tomar o remédio é necessário pedir autorização dos professores. Analgésico para aliviar a dor corporal, só com autorização
  • Alarme / relógio: o horário é super pontual, por isso tenha sempre um relógio por perto
  • Cadeado para trancar o quarto

Quanto custa? O curso é gratuito, o centro é financiado por doações de ex alunos que experimentaram e viram o resultado da técnica. Somente alunos podem doar.

Onde:

Dhamma Thali, Vipassana Meditation Centre, Jaipur

Telefone: 091-141-2680220

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Foi mágico, intenso e com certeza vou levar essa experiência para a vida toda.

“Make an island of yourself,

make yourself your refuge, there is no other refuge.

Make truth your island,

Make truth your refuge; there is no other refuge.

May all beings be happy!”.

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Monkey Temple – Jaipur, India

Namastê!

A Índia é famosa por seus templos e cenários pitorescos. O Monkey Temple, também conhecido como Galtaji, é a personificação perfeita da junção de arquitetura e fé, o templo possui sete tanques sagrados e mais de 10 mil macacos, além de uma vista incrível da exótica Pink City. Olha só ❤

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Demais né?!

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Holi Festival – Índia

Namastê!

A Índia é sinônimo de cores e nada melhor do que comemorar o Holi, um dos festivais mais importantes para os hindus. O Holi aconteceu dia 06 de março, data que celebra o início da primavera e o amor entre Radha e Krishna.

As cores comemoram o fim do inverno e o início do ano Hindu, elas marcam o recomeço dos relacionamentos e a reconciliação dos conflitos do passado.

A festa rolou solta aqui em Jaipur, ao som de muita música, dança, doces e bebidas. É inacreditável a energia das pessoas no Holi, todo mundo participa da brincadeira, desde crianças a idosos, todo mundo se pinta. Prepare-se para jogar sua roupa fora, é praticamente impossível lavá-la haha.

O Holi é por tradição um festival indiano, porém alguns países, como o Brasil, já adotaram o festival. Minha dica é passar óleo no corpo todo, inclusive no cabelo. Eu , por exemplo, usei óleo de coco, mas vocês podem usar até mesmo óleo de oliva, com isso o pó colorido não danifica a pele e de que quebra você fica com aquele brilho bem sexy, tipo saindo da banheira do Gugu haha.

Dá só uma olhada como foi o meu Holi ❤

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Incrível né?

Super beijo,

Fer Toyomoto.

 

 

Rajasthani culture, India

Namastê!

Jaipur é a capital do estado do Rajastão e possui uma cultura muito rica que compõe um cenário completamente singular. Chokhi Dhani é uma vila vertical, onde reúne um pouco de tudo: passeio de elefante e camelo, comida típica do Rajastão, artesanato e claro muita dança. Fui conferir de perto o lugar e foi onde usei pela primeira vez o sari, a tradicional roupa indiana. Ai que emoção fiquei me achando a indiana haha olha só ❤

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Demais né?!

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Os olhos do Rajastão

Mais do que Taj Mahal, palácios e templos viajar só faz sentido pelas experiências e pessoas que você encontra no caminho. A três dias do Natal, quero dedicar esse post aos olhos do Rajastão, as pessoas que fazem da Índia um país tão singular, tão especial.

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Viver na Índia não é fácil, mas ver os olhos daquelas meninas brilhando ou o sorriso tímido daquela criança que estava clamando por ajuda, mas está impossibilitada de se expressar, me faz compreender que em qualquer lugar do mundo, seja na Índia, no Brasil ou na China, as pessoas são as mesmas, com as mesmas fragilidades, medos e desejos.

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Foto: Abhi Sharma

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Foto: Abhi Sharma

Há quase quatro meses, os olhos do Rajastão tem me mostrado que posso ser muito mais forte do que um dia imaginei ser e que em qualquer lugar do mundo a palavra “casa” é onde o seu coração está.

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Os olhos do Rajastão tem me mostrado que se der medo, vai com medo mesmo. Não existe certeza, não existe segurança, mas existe .

Na Índia transitei do lixo ao luxo, da extrema pobreza a riqueza, da casta mais baixa a mais alta e a cada experiência, cada gesto, sabor, cheiro, eu me redescubro, me reformulo. Tenho uma única certeza, sei que onde eu estiver minha “casa” estará comigo e sempre estará.

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Foto: Abhi Sharma

Trago dentro do meu coração,
Como num cofre que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive,
Todos os portos a que cheguei,
Todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
Ou de tombadilhos, sonhando,
E tudo isso, que é tanto, é pouco para o que eu quero.
Álvaro de Campos (trecho do poema “A passagem das horas”)

Super beijo,

Fer Toyomoto.

Prayas organização não governamental – Jaipur

Namastê!

Sábado passado fui conhecer a organização não governamental Prayas. Atualmente a organização conta com mais de 1.000 jovens e luta diariamente pela igualdade entre crianças e mulheres pobres de Jaipur, principalmente tem como objetivo a inclusão de crianças com deficiência intelectual. Acompanhei de perto uma passeata em uma favela em Raja Park em Jaipur. Da só uma olhada no vídeo.

Foi um dia inteiro de visitação e tive o prazer de conversar com a fundadora do projeto, Jatinder Arora. Uma jovem jornalista que em 1996 durante uma reportagem para um dos maiores jornais da Índia, percebeu a necessidade da inclusão social de crianças com deficiência intelectual e assim surgiu a Prayas, que significa esforço em hindi. A ONG começou com 5 crianças e hoje conta com 4 unidades e mais de 1.000 crianças.

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Foto: Abhi Sharma

Prayas é a primeira organização não governamental da Índia que tem o objetivo tratar e promover o bem estar da pessoa com deficiência física e mental. Já recebeu a visita do ex-presidente dos EUA Bill Clinton e também do presidente da Índia Dr. A.P.J Abdul Kalaam.

Após conhecer toda a estrutura da escola conversamos sobre o futuro dessas crianças e todo o trabalho que é desenvolvido com elas. Fiquei extremamente feliz em conhecer esse trabalho de perto e principalmente entender o processo de inclusão. Durante toda a conversa o foco foi a educação e a mudança por um futuro melhor para essas crianças que vivem com menos de 1 dólar por dia.

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Foto: Abhi Sharma

Participar da passeata para prevenir a deficiência intelectual, na comunidade mulçumana, foi uma das experiências mais incríveis que já tive aqui na Índia. Poder contribuir de alguma forma para mudar essa realidade, por menor que seja a contribuição, me faz acreditar cada vez mais em um mundo melhor.

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Foto: Abhi Sharma

“Education is the most powerful weapon which you can use to change the world” (A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo) – Nelson Mandela.

Super beijo,

Fer Toyomoto.

O que fazer em Jaipur, Rajastão

Namastê

Jaipur é considerada a sétima melhor cidade da Ásia para morar, é a junção perfeita do moderno e tradicional, aqui você encontra desde elefantes na rua a shoppings que vendem as grifes mais famosas do mundo. Para quem pretende conhecer a cidade, mas não tem muito tempo, fiz um roteiro para 1 dia em que é possível conhecer alguns dos principais pontos turísticos da querida “Pink City”.

Amber Fort

Localizado a 11 km de Jaipur, o forte foi construído em 1952 e é uma das principais atrações da cidade. Para chegar ao topo do forte há três opções: elefante, camelo ou a pé. Fomos a pé e o caminho foi super tranquilo. O forte é dividido em quatro partes, composto por diversos espelhos, prata e pedras preciosas, luxo total.

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Onde: Amer, Jaipur, Rajasthan 302001.

Horário de funcionamento: das 8h às 18h.

Quanto: estrangeiros 200 rúpias, estudante estrangeiro 100 rúpias. Indianos 25 rúpias, estudante 10 rúpias.

Passeio de elefante para 2 pessoas: 900 rúpias.

Jaigarh Fort

Localizado a 15 km de Jaipur, o forte foi construído como base militar no período medieval, a decoração com muito dourado e pedras preciosas, a cara da RYQUEZA! haha

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Onde: Amber Fort, Jaipur, Rajasthan 302001.

Horário de funcionamento: das 9h às 16h30.

Quanto: estrangeiros 85 rúpias. Indianos estrangeiro 5 rúpias, estudante 10 rúpias.

Nahargarh Fort

Sem dúvidas possui uma das vistas mais bonitas da cidade, vale muito a pena visitar o lugar a noite, onde é possível ter uma visão panorâmica. Outra dica é alugar um dos espaços disponíveis para fazer uma festa com os amigos, comemorei o Diwali lá, super indico.

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Onde: Narghard Road, Krishna Nagar, Brahmpuri, jaipur, Rajasthan 302001.

Horário de funcionamento: das 10h às 18h.

Quanto: estrangeiros 50 rúpias, estudante estrangeiro 25 rúpias. Indianos 20 rúpias, estudante 5 rúpias.

Jal Mahal

O palácio foi construído no meio do lago Man Sagar Lake para que o Marajá pudesse dar umas festinhas, coisa básica haha. Atualmente o palácio funciona como hotel.

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Ritual hindu em oferenda a Ganesha

Onde: Jal Mahal Amer, Jaipur, Rajasthan 302002.

Hawa Mahal

O palácio foi construído em 1953 e contém 953 janelas. Conhecido também como 
“Palácio dos Ventos” foi construído para que as mulheres da família do Marajá pudessem observar a rua sem serem notadas.

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Onde: Hawa Mahal Rd, Badi Choupad, Pink City, Jaipur, Rajasthan 302002.

Horário de funcionamento: das 9h às 17h.

Quanto: estrangeiros 50 rúpias, estudante estrangeiro 25 rúpias. Indianos 10 rúpias, estudante 5 rúpias.

Dicas:

– Para quem pretende conhecer os pontos turísticos em um dia, recomendo combinar com um motorista de tuk tuk uma corrida diária, assim ele te acompanhará em todos os lugares, mas lembre-se sempre de barganhar. O preço da corrida para um dia varia de 800 a 1000 rúpias, cerca de R$ 37,00.

– Uma ótima opção para economizar é comprar o Composite entry ticket válido para dois dias.
Valor: estrangeiros 400 rúpias, estudante estrangeiro 200 rúpias. Indianos 100 rúpias, estudante indiano 40 rúpias.
Atrações: Amber Fort, Jantar Mantar, Albert Hall Museum, Nahargarh Fort, Hawa Mahal, Sisodia Rani Bag e Vidhiyadhar Bag.

Super beijo,

Fer Toyomoto.